A divulgação de um novo conjunto de documentos relacionados a Jeffrey Epstein trouxe à tona vídeos que indicam um esquema de aliciamento envolvendo jovens mulheres e meninas, submetidos a supostos testes de modelagem. O material faz parte de um lote de aproximadamente três milhões de arquivos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Nas gravações, as vítimas aparecem diante da câmera como se participassem de castings profissionais. Em algumas cenas, elas surgem seminuas ou roupas apenas íntimas, seguindo instruções para posar, caminhar ou se movimentar como em desfiles de moda.
Segundo as investigações, Epstein recebeu esses vídeos como parte de um método de recrutamento, apresentando-se falsamente como um intermediário ligado à grife Victoria’s Secret.
Os arquivos revelam a dimensão internacional do esquema. Há registros enviados de diversos países, com jovens filmados em cenários variados, como regiões montanhosas, galerias de arte e grandes centros urbanos. Em outros casos, as gravações ocorreram dentro de carros, apartamentos ou residências associadas ao empresário, sempre sob orientação direta para simular testes profissionais.
Arquivos divulgados nos EUA revelam vídeos ligados a Jeffrey Epstein com jovens em supostos castings de modelagem. Material reforça denúncias de aliciamento e abuso sexual em escala internacional. 🚨📂⚠️ pic.twitter.com/yuGm0FjIAA
— PortalVIU! (@Portal_VIU) February 9, 2026
Conteúdo mais explícito
Entre os documentos divulgados, há vídeos considerados ainda mais sensíveis. Neles, algumas vítimas aparecem dançando ou se gravando usando apenas lingerie. Parte desse material teria sido registrada na chamada “sala vermelha”, localizada em uma das propriedades de Epstein em Paris. O imóvel foi alvo de investigações por suspeitas de estupro e abuso sexual, incluindo denúncias envolvendo menores de idade.
Repercussão internacional
A divulgação dos arquivos também gerou reações no cenário político internacional. O chanceler russo, Sergey Lavrov, afirmou que os documentos expõem o que foi classificado como “satanismo puro” entre setores das elites ocidentais, declaração que gerou repercussão e críticas em diferentes países.
Denúncias anteriores
O método descrito nos arquivos já foi anunciado anteriormente pela modelo Alicia Arden. Em depoimento, ela relatou que, em 1997, foi convidada para um suposto casting de um catálogo de lingerie e acabou sendo agredida em um quarto de hotel em Santa Mônica, na Califórnia. Segundo seu relato, Epstein tentou despi-la à força, o que levou a fugir do local e registrar denúncia na polícia.
O caso de Arden figura entre os primeiros registros formais de acusações de conduta sexual imprópria contra o empresário, que ao longo dos anos acumularam denúncias de abuso, exploração e tráfico sexual de menores. A nova leva de documentos reforça questionamentos sobre a extensão da rede operada por Epstein e reacende o debate sobre responsabilização e transparência nas investigações.
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