Com a chegada do verão e das festividades de Carnaval, aumenta a atenção para a mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como “doença do beijo”. Embora antes fosse mais comum em crianças, atualmente adolescentes e jovens são os grupos mais afetados, alerta o infectologista Celso Granato, do grupo Fleury.
De acordo com Granato, o vírus permanece no organismo por toda a vida. “Ele se mantém na região da boca e, ocasionalmente, é eliminado pela saliva. Por isso, ao beijar alguém que já teve a doença, quem nunca contraiu está em risco de transmissão”, explica.
O especialista ressalta que o contágio ocorre em beijos com troca intensa de saliva, e não em cumprimentos sociais como beijos na bochecha.
Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de garganta intensa, fadiga extrema e inchaço dos gânglios linfáticos. Não existe tratamento que elimine o vírus, sendo o foco da terapia aliviar os sintomas.
“É fundamental manter hidratação adequada, pois a febre pode causar desidratação. Além disso, é preciso cuidado com atividades físicas, já que fígado e baço podem aumentar de tamanho.
Exercícios intensos nesse período podem levar a complicações graves, incluindo ruptura do baço”, alerta o infectologista.
O especialista reforça que a mononucleose exige atenção especial em momentos de grande convívio social, como festas de verão e Carnaval, principalmente entre jovens que ainda não tiveram contato com o vírus.
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