O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpriu nesta quinta-feira (29) mandados de prisão contra integrantes de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho. A ação integra a segunda fase da Operação Pretorianos.
Ao todo, o MPRJ e a Corregedoria da PM prenderam 15 policiais militares, entre ativos e aposentados, apontados pelas investigações como responsáveis pela segurança armada do bicheiro Rogério de Andrade. Os mandados de prisão estão sendo cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e também em um presídio federal, onde o contraventor já se encontra custodiado.
Segundo o Ministério Público, os policiais denunciados atuavam diretamente na proteção pessoal de Rogério de Andrade e de seus familiares, além de prestar apoio operacional ao grupo criminoso. As apurações fazem parte de um Procedimento de Investigação Criminal instaurado pelo GAECO/MPRJ para identificar a participação de agentes públicos e ex-agentes de segurança na sustentação de atividades ilícitas relacionadas a jogos de azar.

As investigações também apontam a prática de corrupção ativa. De acordo com a denúncia, integrantes da organização teriam oferecido vantagens indevidas a policiais militares da ativa para obter informações sigilosas sobre operações policiais. Esses dados eram utilizados para antecipar ações das forças de segurança e para direcionar fiscalizações e repressões contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos rivais.
A operação conta ainda com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar, reforçando a atuação conjunta no enfrentamento ao crime organizado e à corrupção institucional.
A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, que autorizou o cumprimento dos mandados e dará seguimento à ação penal. Para o Ministério Público, a Operação Pretorianos representa um passo relevante no combate a esquemas criminosos que envolvem jogos ilegais e a infiltração de organizações criminosas em estruturas de segurança pública.
O nome da operação faz referência à Guarda Pretoriana do Império Romano, em alusão ao papel de proteção armada desempenhado pelos investigados em favor de um líder do crime organizado. As investigações seguem em andamento e novas fases não estão descartadas.
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