O Mercosul e a União Europeia oficializaram, no sábado (17), em Assunção, Paraguai, um tratado comercial que deve ampliar significativamente o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu e fortalecer a presença do Brasil no comércio global.
De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo prevê tarifa zero para 54,3% dos produtos brasileiros exportados à União Europeia, totalizando mais de 5 mil itens assim que as novas regras forem implementadas.
Além disso, o tratado deve aumentar a participação do Brasil no comércio mundial, passando de 8% para 36% das importações globais, ampliando o alcance das exportações nacionais.
Impactos tarifários imediatos
A CNI detalha os efeitos iniciais do acordo:
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82,7% das exportações brasileiras para a União Europeia terão entrada sem tarifas de importação;
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15,1% das importações brasileiras originárias da UE terão tarifas zeradas pelo Brasil desde o início do acordo.
Comércio Brasil-União Europeia em 2024
Em 2024, a União Europeia foi um dos principais destinos das exportações brasileiras, com US$ 48,2 bilhões em mercadorias, representando 14,3% do total exportado. No sentido inverso, o bloco forneceu US$ 47,2 bilhões em importações ao Brasil, ou 17,9% do total, sendo o segundo maior parceiro comercial do país, atrás apenas da China.
A relação comercial é predominantemente industrial:
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A indústria de transformação respondeu por 98,4% das importações brasileiras provenientes da UE;
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Das exportações brasileiras ao bloco, 46,3% foram manufaturas, enquanto insumos industriais representaram 56,6% das importações e 34,2% das exportações destinadas à União Europeia.
Com a redução de barreiras tarifárias e o aumento da competitividade dos produtos nacionais, o tratado Mercosul-União Europeia consolida o Brasil como player estratégico no comércio mundial de bens industrializados.
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