Novas manifestações foram registradas neste sábado em cidades da Dinamarca contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e declarações envolvendo a possível anexação da Groenlândia. As informações foram divulgadas pela emissora pública dinamarquesa DR.
Na capital Copenhague, uma grande mobilização ocupou a Praça da Prefeitura, onde manifestantes exibiram bandeiras em apoio à Groenlândia e entoaram palavras de ordem contrárias às intenções atribuídas ao governo norte-americano.
Do local, a multidão seguiu em marcha até as proximidades da Embaixada dos Estados Unidos.
Segundo relato de um repórter da DR, a concentração se estendeu por toda a área da praça, reunindo um número expressivo de participantes. Já em frente à sede diplomática americana, discursos e apresentações musicais reforçaram mensagens de solidariedade ao povo groenlandês.
Thousands and thousands of danes and greenlanders gathered in Copenhagen and other danish and greenlandic cities to send a clear signal to Trump: Hands Off Greenland❤️🇬🇱 #dkpol #greenland #handsoffgreenland pic.twitter.com/Y4xWCfvEet
— Pelle Dragsted (@pelledragsted) January 17, 2026
Durante o percurso, manifestantes repetiam frases como “Ianques, vão para casa” e “A Groenlândia não está à venda”, destacando a rejeição popular a qualquer tentativa de interferência externa no futuro da ilha.
Os protestos também ocorreram fora da capital. Na cidade de Aarhus, atos foram realizados na tribuna municipal. O prefeito Anders Winnerskjold afirmou que tanto a Groenlândia quanto o governo dinamarquês enfrentam um momento de forte pressão internacional. Segundo ele, as manifestações buscam demonstrar que a ilha não está isolada.
“Queremos mostrar que a Groenlândia não está sozinha. Estamos ao lado do povo groenlandês, e hoje muitos se mobilizam para expressar esse apoio”, declarou o prefeito.
Julie Rademacher, presidente da Uagut, organização que representa groenlandeses residentes na Dinamarca, agradeceu a adesão popular aos protestos. Para ela, as manifestações enviam um recado claro à comunidade internacional. “Somos muito gratos pelo enorme apoio. Estamos mandando uma mensagem ao mundo de que é preciso despertar”, afirmou.
Rademacher acrescentou ainda que a Groenlândia e seu povo acabaram se tornando, de forma involuntária, um símbolo da defesa da democracia e dos direitos humanos no atual cenário internacional.
De acordo com estimativas da agência Reuters, milhares de pessoas participaram das marchas batizadas de “Mãos fora da Groenlândia” em diferentes cidades dinamarquesas. Os atos foram marcados pelo uso da bandeira vermelho e branca Erfalasorput, símbolo da identidade e da autonomia groenlandesa.
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