O dramaturgo e autor Manoel Carlos, conhecido como Maneco, faleceu neste sábado (10), aos 92 anos. O corpo será velado no Rio de Janeiro na tarde deste domingo (11), em cerimônia restrita à família e amigos próximos.
Manoel Carlos estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde recebia tratamento contra a Doença de Parkinson, que nos últimos anos afetou seu desenvolvimento motor e cognitivo.
Nascido em São Paulo, em 1933, Maneco se considerava carioca de coração. Filho de um comerciante e de uma professora, iniciou sua vida profissional aos 14 anos como auxiliar de escritório, mas desde cedo se aproximou das artes.
Participou do grupo literário e teatral Adoradores de Minerva, que reunia jovens interessados em literatura e teatro, incluindo nomes como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fábio Sabag, Flávio Rangel e Antunes Filho.
Sua trajetória na televisão começou em 1972, como diretor-geral do programa “Fantástico”, na TV Globo. Antes disso, atuou em diversas emissoras como autor, produtor e ator, mantendo também intensa atuação nos palcos e como escritor e diretor.
Manoel Carlos ficou conhecido por transformar o Rio de Janeiro em personagem de suas novelas e por explorar de forma profunda os conflitos familiares. Um dos elementos mais marcantes de sua obra foram as “Helenas”, mães que protagonizaram histórias de amor, superação e desafios em novelas que vão de Baila Comigo (1981) a Em Família (2014).
Aposentado desde 2014, Maneco vivia recluso com a família. Deixa duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou em várias de suas obras. Outros três filhos já faleceram: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida (1988), o diretor Manoel Carlos Júnior (2012) e o estudante de teatro Pedro Almeida (2014).
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