O Brasil encerrou 2025 com a inflação mais baixa em sete anos, acumulando alta de 4,26% segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice ficou abaixo da meta oficial do governo, de 4,5%, e representa uma redução em relação aos 4,83% registrados em 2024, sendo o menor patamar desde 2018, quando a inflação anual foi de 3,75%.
Em dezembro, o IPCA subiu 0,33%, acima do 0,18% de novembro, mas ainda abaixo do mesmo mês do ano anterior (0,52%). Entre os grupos que mais impactaram o índice anual, Habitação liderou com alta de 6,79%, contribuindo com 1,02 ponto percentual, mais que o dobro do efeito registrado em 2024.
Outros segmentos relevantes foram Educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.), juntos representando cerca de 64% da inflação acumulada no ano.
O principal fator de desaceleração veio de Alimentação e bebidas, que teve alta de apenas 2,95%, bem abaixo dos 7,69% de 2024. A alimentação em domicílio registrou crescimento de 1,43%, contra 8,23% no ano anterior, acumulando queda de 2,69% entre junho e novembro.
Entre os itens com maior impacto individual, destacam-se energia elétrica residencial (12,31% e 0,48 p.p.), cursos regulares (6,54% e 0,29 p.p.), planos de saúde (6,42% e 0,26 p.p.), aluguel residencial (6,06% e 0,22 p.p.) e lanches (11,35% e 0,21 p.p.).
O IPCA considera famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, analisando preços de 377 subitens em 16 capitais e regiões metropolitanas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado como reflexo de políticas econômicas consistentes, voltadas ao crescimento e à distribuição de renda, destacando que o país alcançou a menor inflação acumulada em quatro anos da história.
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