Os usuários do transporte público do Rio de Janeiro iniciaram a semana com tarifas mais altas. Desde domingo (4), o preço de ônibus, BRT, VLT, vans, cabritinhos e outros modais municipais passou a ser de R$ 5, ante R$ 4,70 até o sábado anterior (3). Esta segunda-feira (5) marca o primeiro dia útil com o novo valor.
Embora o passageiro pague R$ 5 na roleta, o montante recebido pelas empresas concessionárias é maior. A chamada tarifa de remuneração foi fixada em R$ 6,60 por usuário, com a diferença de R$ 1,60 custeada pela Prefeitura do Rio por meio de subsídio público, garantindo o equilíbrio financeiro do sistema.
O subsídio é calculado com base no modelo paramétrico previsto nos contratos de concessão, que considera não apenas o número de passageiros transportados, mas também os quilômetros efetivamente percorridos pelos veículos. O cálculo utilizou dados consolidados até novembro de 2025.
O reajuste também segue acordos judiciais firmados entre Prefeitura, Ministério Público e consórcios de transporte, incluindo a criação do Indicador de Receita por Quilômetro (IRK). Este indicador relaciona a receita total do sistema à distância rodada, servindo para monitorar a operação e definir a remuneração das concessionárias.
O aumento abrange todas as modalidades do transporte municipal:
- Bus Rapid Transit (BRT)
- Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)
- Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus (SPPO-RJ)
- Transporte Público Local (STPL)
- Transporte Complementar Comunitário (“cabritinho”)
- Transporte Especial Complementar de Passageiros (TEC)
Segundo a Prefeitura, o reajuste mantém o compromisso de subsidiar parte significativa do custo do transporte, enquanto indicadores contratuais e jurídicos seguem sendo utilizados para acompanhar a operação e a sustentabilidade financeira do sistema.
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