A Colômbia anunciou a mobilização de mais de 30 mil militares e policiais ao longo da fronteira com a Venezuela e formalizou a convocação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a escalada da crise no país vizinho. A informação foi confirmada neste sábado (3) pela diretora do Departamento Administrativo da Presidência colombiana, Angie Rodríguez.
Como parte das medidas emergenciais, o governo colombiano instalou um Posto de Comando Unificado na cidade de Cúcuta, município com cerca de 650 mil habitantes localizado na divisa com a Venezuela. A estrutura centraliza ações de monitoramento, inteligência e resposta rápida diante de possíveis impactos da instabilidade venezuelana no território colombiano.
Segundo o governo, as forças de segurança atuarão ao longo dos cerca de 2.200 quilômetros de fronteira entre os dois países. A decisão ocorre em meio ao agravamento da crise política e institucional na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Autoridades colombianas avaliam que o cenário aumenta o risco de atuação de grupos criminosos transnacionais, facções armadas e remanescentes de guerrilhas na região fronteiriça.
Além da convocação do Conselho de Segurança da ONU para esta segunda-feira, a Colômbia também articula reuniões da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O objetivo, segundo o governo, é buscar uma posição regional coordenada diante da crise e de seus possíveis desdobramentos humanitários, políticos e de segurança.
Em outro ponto da fronteira norte da Venezuela, a Guiana também elevou o nível de atenção. O primeiro-ministro guianense, Mark Phillips, reuniu-se com representantes das Forças de Defesa e da Polícia nas áreas limítrofes e afirmou que o país permanece em “alerta máximo” diante do cenário regional.
Enquanto países vizinhos reforçam medidas de segurança, os Estados Unidos anunciaram a suspensão das restrições ao espaço aéreo do Caribe. O secretário de Transportes norte-americano, Sean Duffy, informou que voos de companhias aéreas dos EUA voltaram a operar normalmente. Mais cedo, a Administração Federal de Aviação havia imposto limitações temporárias no espaço aéreo do Caribe e da Venezuela, em razão da operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro.
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