Encerrando uma semana de avaliações técnicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu nesta sexta-feira (5) o teste público de segurança das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições presidenciais de 2026. A iniciativa, realizada regularmente desde 2009, integra o conjunto de ações do tribunal para ampliar a transparência e permitir que especialistas independentes verifiquem, na prática, a robustez do processo de votação.
Os testes foram realizados de segunda-feira (1º) a sexta-feira (5) e reuniram profissionais de tecnologia da informação previamente inscritos. Durante cinco dias, os participantes analisaram componentes físicos das urnas, examinaram o registro digital dos votos, avaliaram o processo de transmissão dos dados e tiveram acesso a trechos do código-fonte do software responsável por operar o sistema eleitoral.
Segundo o TSE, a bateria de análises ocorreu sem o registro de inconsistências relevantes. Nenhuma falha que comprometesse a segurança ou a confiabilidade das urnas foi identificada, reforçando que o sistema permanece íntegro e resistente a tentativas de ataque ou manipulação.
A Corte Eleitoral destaca que a inspeção pública contribui para fortalecer a confiança da sociedade no processo democrático, especialmente às vésperas de eleições de grande porte. Os resultados obtidos agora servirão de base para ajustes técnicos e para a preparação final dos equipamentos que estarão nas seções eleitorais em 2026.
As urnas avaliadas serão utilizadas nas eleições gerais, cujo primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro de 2026 — e o segundo turno, se necessário, em 25 de outubro. Até lá, o tribunal seguirá com auditorias, testes complementares e a consolidação da versão final do software de votação, conforme previsto no calendário eleitoral.
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