A professora australiana Karly Rae, de 37 anos, admitiu à Justiça ter cometido uma série de crimes envolvendo um adolescente de 15 anos. As confissões foram feitas durante uma audiência em que ela esteve presente acompanhada de seu bebê de oito semanas, marcando sua primeira aparição pública desde que se tornou mãe, segundo a imprensa local.
Durante o depoimento, Rae reconheceu quatro acusações que anteriormente havia negado: envolvimento ilícito com o menor em outubro de 2024, posse de material classificado como abuso infantil, prática de grooming — processo de assédio e preparação de um menor para fins ilegais — e obstrução de justiça. As confissões consolidam sua responsabilidade nos atos investigados pelas autoridades.
O caso veio à tona após um primo do adolescente identificar conversas suspeitas entre o jovem e a professora em uma rede social e alertar os pais da vítima, que acionaram a polícia. Mensagens anexadas ao processo mostram tentativas de contato e propostas de encontros feitas por Rae ao adolescente. Ao ser detida, ela alegou ter acreditado que o jovem era maior de idade e que estava prestes a concluir os estudos, argumento registrado nos autos.
Documentos judiciais revelam ainda que Rae havia concluído um curso de proteção infantil em fevereiro de 2024, oferecido pelo Departamento de Educação de Nova Gales do Sul. O detalhe chamou a atenção da Justiça por contrastar diretamente com as acusações apresentadas.
Após informar à Justiça que estava grávida, Rae recebeu liberdade condicional em junho e permanecerá solta até a definição da pena. O julgamento, inicialmente marcado para agosto de 2026, foi cancelado, e uma nova audiência para leitura da sentença foi agendada para 25 de março, com duração estimada de duas horas e meia.
A rede social usada para as conversas, pertencente à Meta, é classificada como organização extremista na Rússia e tem seu uso proibido no país.
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