É muito comum atribuir à função intestinal sintomas como constipação, gases, refluxo, gastrite, diarreia e outros, entretanto, ele pode estar associado também a ocorrências como fadiga crônica, sonolência, alterações emocionais e outras condições de saúde.
O intestino desempenha tantas e tão complexas funções que ele ficou conhecido como segundo cérebro.
O funcionamento intestinal está associado à saúde como um todo e vai muito além das funções digestivas. Entenda mais a seguir.
Quais são as funções do intestino?
O intestino atua de forma relativamente independente do cérebro, não precisando dos comandos cerebrais para suas funções principais.
De fato, o intestino tem a própria rede nervosa, o chamado sistema nervoso entérico (SNE). Para seu funcionamento são mais de 500 milhões de neurônios, incontáveis bactérias e também mais de 30 neurotransmissores próprios.
O órgão também tem um sistema próprio de comunicação com o cérebro por meio do nervo vago, transmitindo e recebendo informações por meio das bactérias intestinais que produzem moléculas que, por sua vez, liberam neuroativos na corrente sanguínea.
Portanto, ainda que a função prioritária do intestino seja o processo digestivo, ele atua de forma muito mais ampla na saúde como um todo.
Os neurotransmissores intestinais atuam na produção de hormônios responsáveis pela sensação de saciedade, felicidade e bem-estar.
Além disso, a microbiota intestinal, que consiste no conjunto de bactérias do intestino, está relacionada a fatores comportamentais, como depressão, estresse, ansiedade e, até mesmo, doenças neurológicas, como Alzheimer.
Um dos exemplos da importância da função intestinal é que 90% da serotonina é produzida no intestino. Esse hormônio atua na regulação do sono, humor, bem-estar, cognição, regulação da temperatura corporal e no deslocamento do bolo alimentar durante a digestão.
O intestino também consegue ativar de forma independente o sistema imunológico.
Por exemplo, quando o órgão identifica bactérias ruins no alimento – como ao ingerir alimentos contaminados – ele ativa as células de defesa (macrófagos) por meio da sua rede de neurônios, iniciando rapidamente um processo de combate à malignidade.
Quais são as consequências de um intestino que não funciona direito?
Dada à diversidade e importância das funções intestinais, quando o órgão não funciona direito surgem diversos sintomas que não se limitam a desconfortos gastrointestinais, ainda que esses sejam os mais conhecidos.
Como visto, o intestino tem certa autonomia e muita relação com ã atividade cerebral, o que amplifica os sintomas caso haja problemas intestinais crônicos. Entre os sintomas que exigem atenção estão:
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constipação recorrente ou sensação de que não esvaziou o intestino completamente após a evacuação (tenesmo);
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desconforto abdominal crônico, como dor, queimação, sensação de peso, náuseas, vômito, refluxo, gases, inchaço, constipação ou diarreia;
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gases ou sensação de inchaço recorrente, principalmente ao ingerir alguns tipos de alimentos;
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diarreia crônica, que consiste em fezes mais frequentes e amolecidas por mais de quatro semanas;
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sensação de fadiga recorrente, mesmo com horas suficientes de sono. Esse sintoma é comum em pacientes com Doenças Inflamatórias Intestinais, como a doença de Crohn e colite ulcerativa;
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alterações no peso, como ganho ou perda de peso, sem alterações significativas na alimentação;
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mudanças de humor, com quadro depressivo ou ansioso, ou comprometimento da concentração, memória e outras funções cognitivas;
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sistema imunológico debilitado, com predisposição a quadros inflamatórios e infecciosos.
É importante ter em mente que é comum ter incômodo intestinal pontual, como devido a um tipo de alimento, entretanto, demanda atenção especializada, como do nutrólogo, se essas ocorrências se tornarem recorrentes e comprometerem a qualidade de vida.
Como a alimentação pode ajudar seu órgão a trabalhar melhor?
Como visto, o bom funcionamento intestinal influencia a saúde como um todo e é possível ajudar o órgão a funcionar melhor, especialmente com a alimentação.
O que ingerimos indica aos genes do intestino o padrão a ser seguido e, consequentemente, a boa funcionalidade do órgão.
Enquanto uma alimentação rica e balanceada indica aos genes que o intestino está saudável, promovendo uma microbiota equilibrada, a alimentação ruim vai ao sentido contrário.
A resposta dos genes à dieta inadequada é uma parede intestinal mais fraca e permeável, prejudicando a absorção de água e nutrientes, além de uma microbiota fragilizada, aumentando a suscetibilidade às doenças e desconfortos gástricos.
Assim, a reeducação alimentar é fundamental para manutenção da saúde intestinal que vai influenciar a saúde como um todo, independentemente da idade ou dos hábitos anteriores. Algumas boas práticas incluem:
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aumentar a ingestão de fibras, especialmente as de origem vegetal por meio de uma dieta rica em frutas, hortaliças, legumes, grão, cereais integrais, oleaginosas, leguminosas e sementes;
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diversificar a alimentação, de forma a garantir a prosperidade dos diferentes tipos de micróbios presentes na flora intestinal;
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incluir alimentos probióticos na alimentação como banana, maçã, aveia, cevada, farelo de trigo, semente de linhaça, cacau, cebola e alho;
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incluir alimentos fermentados na dieta, como kefir, kombucha, iogurte com culturas vivas, kimchi e chucrute;
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reduzir o consumo de ultraprocessados que, devido à adição de aditivos como açúcares, sódio, gordura e outros e pobreza em fibras estão associados à proliferação de micróbios intestinais ruins;
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evitar lanches noturnos, mantendo um período médio de jejum de 12 horas entre jantar e café da manhã.
A saúde intestinal também vai ser beneficiada por outros hábitos, com destaque ao sono de qualidade e exercícios físicos regulares sempre hidratando o corpo com água.
A soma de boa alimentação com atividades físicas vai resultar em mais disposição física e mental, bem-estar, controle de peso e ganho de massa muscular, o que também pode ser intensificado com tratamentos específicos, como o CM Slim, tecnologia voltada à hipertrofia muscular.
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