A pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina gerou uma crise interna no Partido Liberal (PL), após o vereador carioca desconsiderar um acordo político já estabelecido no estado.
A articulação para tentar garantir duas vagas ao Senado para filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificou tensões entre diferentes alas da legenda, de acordo com reportagem de Pedro Venceslau, da CNN Arena.
O conflito teve início quando Carlos Bolsonaro anunciou, por meio das redes sociais, a formação de uma chapa pura do PL, contrariando o planejamento do governador Jorginho Mello. O acordo inicial previa uma aliança entre PL e PP, com a disputa pelo Senado ficando entre Esperidião Amin (PP) e Caroline de Toni (PL).
Estratégia familiar
O lançamento da candidatura de Carlos em Santa Catarina integra uma estratégia da família Bolsonaro para ampliar sua presença no Senado. Avalia-se que não seria possível ter dois filhos do ex-presidente disputando cadeiras pelo mesmo estado no Rio de Janeiro, onde Flávio Bolsonaro busca a reeleição.
O anúncio gerou reações negativas dentro do bolsonarismo catarinense, incluindo críticas da deputada estadual Ana Campagnolo, e provocou debates públicos que aumentaram a divisão interna do PL no estado.
A situação expôs a instabilidade do partido em Santa Catarina, colocando em risco as articulações políticas planejadas para as eleições de 2026 e comprometendo os planos de reeleição do governador Jorginho Mello, que buscava fortalecer seu palanque eleitoral com alianças partidárias estratégicas.
A crise evidencia o desafio do PL em conciliar interesses familiares e estaduais, enquanto tenta manter unidade para a disputa eleitoral do próximo ano.
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