O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou e obteve a prisão preventiva da gerente de banco Júlia Machado Cardoso Faria, acusada de desviar mais de R$ 2 milhões de clientes da agência onde trabalhava, localizada no Centro de Três Rios, na Região Centro-Sul Fluminense. A prisão foi cumprida pela Polícia Civil, e a denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Três Rios.
De acordo com o MPRJ, os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e junho de 2024, período em que 91 correntistas foram lesados, a maioria composta por idosos beneficiários do INSS. A denúncia aponta que Júlia praticou furto qualificado em diversas ocasiões, valendo-se da função de confiança que exercia na instituição financeira.
Segundo a investigação, a gerente atendia pessoalmente os clientes na agência, criava laços de confiança e mantinha contato com eles por aplicativos de mensagens, o que lhe permitia maior liberdade para manipular os sistemas internos do banco. Durante os atendimentos, pedia que os correntistas inserissem suas senhas ou utilizassem a biometria sob o pretexto de validar procedimentos legítimos.
No entanto, conforme a Promotoria, essas ações eram usadas para contratar empréstimos pessoais e consignados em nome das vítimas, sem o conhecimento nem o consentimento delas.
“Ainda em suas condutas, Júlia criava contas-poupança para os correntistas de modo a burlar os sistemas automatizados de segurança do banco, que identificariam movimentações atípicas caso fossem realizadas na conta corrente”, destaca trecho da denúncia do MPRJ.
A fraude foi descoberta após um cliente perceber movimentações irregulares, como saques, depósitos e um empréstimo de R$ 25 mil não solicitado. O banco abriu uma investigação interna, que identificou outros casos semelhantes e confirmou que diversos clientes haviam sido vítimas do mesmo esquema.
A gerente foi denunciada por furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, com agravantes pela reiteração das condutas e pelo prejuízo a pessoas idosas. O MPRJ também solicitou o bloqueio de bens da acusada para ressarcimento das vítimas.
Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












