A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária continuará vermelha, no patamar 1, durante o mês de novembro. A decisão mantém a cobrança extra de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos — valor R$ 3,41 menor do que o cobrado no patamar 2, que vigorou em setembro.
Segundo a Aneel, o cenário ainda é desfavorável para a geração de energia hidrelétrica, com volume de chuvas abaixo da média histórica e níveis dos reservatórios reduzidos. Essa situação obriga o acionamento de usinas termelétricas, que têm custo de produção mais alto e impactam diretamente as tarifas de energia elétrica.
De acordo com o governo federal, embora o país tenha aumentado a capacidade de geração solar, essa fonte não consegue garantir o abastecimento de forma contínua — especialmente à noite e nos horários de maior consumo. Por isso, o uso de termelétricas se mantém essencial para a estabilidade do sistema elétrico.
A Aneel reforçou que as bandeiras tarifárias são uma forma de sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia. O órgão recomenda o uso racional da eletricidade, com medidas simples como apagar luzes em ambientes desocupados, reduzir o tempo de banho elétrico e desligar aparelhos que não estejam em uso.
A expectativa é de que a situação dos reservatórios melhore nos próximos meses, com o início do período chuvoso nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por boa parte da geração hidrelétrica do país.
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