O presidente Jair Bolsonaro realizou um pronunciamento nesta terça-feira (1º), agradecendo aos 58 milhões de brasileiros que votaram nele, no domingo (30), e justificou os atuais movimentos de bloqueio de rodovias como “frutos de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral”.
Para o presidente, “as manifestações pacíficas sempre serão bem vindas” mas os métodos usados não deveriam ser os da esquerda, “que sempre prejudicaram a população.”
“Nossos sonhos seguem mais vivos do que nunca pelo progresso. Mesmo enfrentando todo o sistema superamos a pandemia e as consequências de uma guerra”, afirmou, acrescentando que como presidente e cidadão continuará cumprindo todos os mandamentos da Constituição.
Bolsonaro encerrou dizendo que era uma honra ser o líder de milhões de brasileiros que, “como ele, defende a liberdade econômica, religiosa, de opinião e as cores da bandeira brasileira”.
Nesta terça-feira, um grupo de aproximadamente 200 procuradores do Ministério Público Federal (MPF) enviou um ofício ao procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitando a abertura de uma investigação sobre uma suposta omissão ou instigação do presidente aos bloqueios nas rodovias em todo o país.
“É inadmissível que qualquer autoridade, diante de uma escalada que quer suplantar a legitimidade do voto popular pela força e pela desordem, assista impassivelmente a esse cenário, sem qualquer consequência. (…) A omissão do Excelentíssimo senhor presidente, nesse contexto, pode ter relevância penal, nos termos do parágrafo segundo do artigo 13 do Código Penal, além de poder configurar outros crimes correlatos”, escreveram no ofício.
Em nota pública divulgada nesta terça-feira (1º), a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federal (FenaPRF) e os Sindicatos dos Policiais Rodoviários de todo o Brasil criticaram a demora de Bolsonaro em reconhecer o resultado das urnas. “O resultado das eleições de 2022 expressa a vontade da maioria da população e deve ser respeitado”, diz um trecho da nota.
Na mesma na nota, as entidades cobram uma postura firme do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) para fornecer meios para que a corporação promova desobstrução das estradas, “garantindo o direito de ir e vir da população, resguardando a segurança dos policiais”.
*Da Sputnik com edição de Fonte Exclusiva. Leia e compartilhe o conteúdo do Diário da Guanabara.











