A confiança do setor industrial brasileiro apresentou leve melhora em outubro, mas segue em patamar considerado pessimista, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (13) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 1 ponto em relação a setembro, alcançando 47,2 pontos neste mês. Apesar do avanço, o indicador continua abaixo da linha dos 50 pontos, que separa o otimismo da falta de confiança.
Com esse resultado, a indústria nacional acumula 10 meses consecutivos de pessimismo, desde que o índice caiu abaixo dos 50 pontos no início de 2025.
Fim de ano pode trazer melhora nas expectativas, diz CNI
Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, ainda não há sinais claros de recuperação:
“O final do ano costuma ser mais favorável para a indústria e isso costuma se refletir nas expectativas. É possível que o Icei melhore, mas não que essa falta de confiança que vem desde o início do ano se reverta”, afirmou em nota.
Melhora nos componentes do índice
Dois subíndices compõem o Icei e ambos mostraram alta em outubro:
- Índice de Condições Atuais: subiu de 41,9 para 43,2 pontos, indicando uma percepção menos negativa das condições atuais da economia e das empresas. Ainda assim, segue longe dos 50 pontos.
- Índice de Expectativas: teve alta de 2,9 pontos, chegando a 49,1 pontos, sua terceira alta seguida. O número mostra que, embora o clima siga pessimista, há uma tendência de melhora nas projeções para os próximos seis meses.
A recuperação das expectativas tem sido puxada principalmente por uma visão mais positiva dos empresários em relação ao futuro das próprias empresas, além de uma percepção menos negativa sobre o cenário econômico do país.
Sobre a pesquisa
O levantamento é feito mensalmente pela CNI e ouviu 1.164 empresários da indústria entre os dias 1º e 7 de outubro. Entre os participantes, 458 são de pequeno porte, 444 de médio porte e 262 representam grandes empresas.
A pesquisa mostra que, mesmo com uma leve recuperação na confiança, o cenário de cautela ainda predomina entre os industriais brasileiros — um reflexo das incertezas econômicas que persistem em 2025.
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