O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações de impacto nesta segunda-feira (13) durante uma visita oficial ao Parlamento de Israel (Knesset). Em seu discurso, ele destacou a superioridade militar norte-americana, revelando a existência de armamentos que, segundo ele, “ninguém jamais imaginou”.
“Posso garantir que temos armas que ninguém jamais imaginou. Só espero que nunca tenhamos que usá-las”, afirmou Trump. Ele ressaltou que sua administração foi responsável pela reconstrução das Forças Armadas dos EUA, embora tenha admitido desconforto com o potencial destrutivo de algumas dessas armas. “Odiava certas armas porque seu poder é enorme. É muito perigoso, muito ruim. Mas temos que fazer o que temos que fazer”, completou.
Durante a visita, Trump revelou ainda que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, solicitou o envio de armamentos avançados, muitos dos quais “ele nunca tinha ouvido falar”. O presidente afirmou que o apoio militar dos Estados Unidos foi determinante para que Israel se tornasse “forte e poderoso”, o que teria contribuído diretamente para o avanço da paz na região.
Antes de discursar, Trump escreveu uma mensagem no livro de visitas do parlamento israelense comemorando o fim do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, reforçando seu papel na intermediação do acordo.
O governo israelense expressou publicamente sua gratidão. O presidente da Knesset, Amir Ohana, elogiou a liderança de Trump e o descreveu como um exemplo de coragem política. “O mundo precisa de mais líderes corajosos, o mundo precisa de mais Trumps”, afirmou. Trump foi ovacionado de pé pelos parlamentares.
Netanyahu presenteou o presidente norte-americano com uma escultura dourada de uma pomba, símbolo de paz e esperança.
O cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor no dia 10 de outubro, como parte da primeira etapa de um plano de paz proposto por Trump. A trégua deu início a um período de 72 horas para que o Hamas libertasse os reféns vivos em Gaza e entregasse os corpos dos mortos que estivessem em seu poder. No dia 13 de outubro, o grupo palestino liberou dois grupos de reféns: o primeiro com sete pessoas e o segundo com treze.
A visita de Trump ocorre em um momento diplomático delicado, mas reforça seu envolvimento direto em negociações que visam à estabilização da região.
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