A Justiça do Rio de Janeiro condenou Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, a 19 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa e corrupção ativa. O julgamento faz parte da Operação Novo Egito, que investigou as atividades da GAS Consultoria e Tecnologia, empresa responsável por um dos maiores esquemas de pirâmide financeira do país.
O braço direito de Glaidson, Daniel Aleixo Guimarães, também foi condenado a 16 anos de prisão. As investigações apontaram que o grupo movimentou cerca de R$ 38 milhões, prometendo lucros mensais de até 10% aos investidores — ganhos considerados irreais e insustentáveis.
De acordo com o Ministério Público, a organização utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro e chegou a pagar R$ 150 mil em propina a policiais para sabotar uma empresa rival. As autoridades também identificaram a formação de um grupo armado para eliminar concorrentes e críticos do esquema.
O juiz responsável determinou que Glaidson, atualmente detido em Bangu 1, seja transferido para um presídio federal de segurança máxima fora do estado do Rio de Janeiro. A decisão representa mais um capítulo no processo que abalou o mercado de criptomoedas e deixou centenas de investidores lesados em todo o Brasil.
No Direto da Redação, especialistas analisam o impacto da condenação e explicam como o esquema da GAS Consultoria conseguiu se expandir rapidamente com promessas de lucros fáceis, atraindo fiéis, empresários e investidores de várias regiões do país.
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