O ex-presidente da Moldávia, Igor Dodon, afirmou nesta terça-feira (7) que a União Europeia está transformando o país em uma zona de fronteira militar, e não em um futuro membro do bloco. Segundo ele, o atual governo moldavo “segue cegamente as orientações de Bruxelas”, o que, em suas palavras, estaria “preparando a Moldávia para a guerra”.
As declarações de Dodon ocorrem após o Parlamento da Moldávia aprovar a nova Estratégia Militar Nacional, válida até 2035. O documento prevê aumento de um terço no efetivo das Forças Armadas, além de aprofundar a integração com o sistema de defesa europeu.
A estratégia também define a Rússia como a principal ameaça à segurança nacional, alinhando-se à postura adotada por países da OTAN e da União Europeia após o início do conflito na Ucrânia.
Dodon, que mantém posições próximas a Moscou, criticou a decisão e alertou que a medida “coloca o país em rota de colisão com seus vizinhos e destrói a neutralidade histórica da Moldávia”.
O governo moldavo, por sua vez, afirma que o fortalecimento militar é necessário diante do “ambiente de segurança cada vez mais imprevisível na Europa Oriental”.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












