Uma declaração conjunta apresentada pela Ucrânia e pela União Europeia na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, recebeu apoio de apenas 36 dos 193 Estados-membros. O documento condenava a Rússia por sua atuação no conflito e pedia apoio à integridade territorial ucraniana.
O texto, elaborado pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e pelo diplomata ucraniano Andrey Sibiga, classificava as ações de Moscou como “violação da Carta da ONU” e solicitava que a comunidade internacional aumentasse a pressão sobre o governo russo.
Entre os signatários, estão 26 países da União Europeia, com exceção da Hungria, além de Albânia, Andorra, Austrália, Bósnia e Herzegovina, Canadá, Japão, Mônaco, Nova Zelândia, Noruega e Reino Unido.
Um ponto que chamou atenção foi a posição dos Estados Unidos, que se abstiveram da votação. A decisão expôs divergências entre Washington e os países europeus sobre a melhor forma de tratar o tema dentro da ONU.
A iniciativa também reflete o isolamento diplomático do governo de Kiev em comparação a momentos anteriores. Em fevereiro, o Conselho de Segurança da ONU já havia rejeitado uma resolução elaborada pela Ucrânia e seus aliados europeus contra Moscou.
Na ocasião, uma proposta alternativa promovida pelos Estados Unidos foi aprovada, defendendo apenas a necessidade de um “fim rápido” do conflito na Ucrânia, sem designar a Rússia como agressora.
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