O dólar registrou queda de 0,35% nesta sexta-feira (19) e encerrou a semana cotado abaixo de R$ 5,40. O movimento foi influenciado pelo cenário internacional, onde indicadores recentes da economia norte-americana reforçaram a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed) inicie cortes nas taxas de juros ainda neste ano.
A inflação mais controlada nos Estados Unidos e sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho ampliaram as apostas de flexibilização monetária, o que reduziu a força do dólar frente a várias moedas, incluindo o real.
No Brasil, a manutenção da taxa Selic em patamares elevados, atualmente em 15%, continua atraindo investidores estrangeiros para ativos locais, o que favorece a valorização da moeda brasileira.
Durante o pregão, o dólar oscilou entre mínimas de R$ 5,35 e máximas próximas de R$ 5,42. O movimento de queda também refletiu a tendência global de desvalorização da moeda americana diante de emergentes e pares internacionais.
Especialistas avaliam que o real segue beneficiado pelo fluxo de capitais externos e pelo ambiente de juros altos no Brasil. Porém, ressaltam que a trajetória da moeda nos próximos meses dependerá do ritmo da política monetária norte-americana e da evolução do cenário fiscal doméstico.
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