Durante o segundo dia do julgamento do processo que acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado, o advogado José Luís de Oliveira Lima, que representa o general da reserva Walter Braga Netto, afirmou que seu cliente é inocente das acusações.
A defesa alegou ainda que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, teria sido coagido a alterar depoimentos, questionando a validade da delação, que é uma das provas centrais do processo.
Além de contestar os elementos apresentados, a defesa prestou solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) diante de ataques sofridos durante as investigações, destacando que divergências quanto às decisões do relator Alexandre de Moraes não significam endosso às críticas feitas contra os magistrados.
O advogado também negou que Braga Netto tenha recebido qualquer valor para financiar o golpe de Estado, contrariando declarações de Cid, que não conseguiu detalhar como teria ocorrido o suposto envio do dinheiro.
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