A cidade de Tianjin, na China, sedia nos dias 31 de agosto e 1º de setembro a 25ª cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), reunindo representantes de 20 nações e 10 entidades internacionais. O evento tem potencial para redefinir as relações globais ao fortalecer laços entre países do Sul Global e propor novas abordagens frente aos desafios internacionais.
Entre os principais líderes presentes estão o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi — em sua primeira visita à China em sete anos. Também participam o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn.
Criada oficialmente em 2001, a OCX é uma organização intergovernamental que promove a cooperação política, econômica e de segurança entre seus membros. Atualmente, conta com dez países-membros: Bielorrússia, Índia, Irã, Cazaquistão, China, Quirguistão, Paquistão, Rússia, Tajiquistão e Uzbequistão.
Além disso, Afeganistão e Mongólia têm status de observadores, enquanto outras 14 nações — como Azerbaijão, Egito e Turquia — são parceiras de diálogo.
A OCX cobre aproximadamente 36 milhões de quilômetros quadrados e representa mais de 3,4 bilhões de habitantes, cerca de 25% do PIB global e mais de 15% do comércio internacional.
Com origens nos acordos de confiança mútua entre os “Cinco de Xangai” — China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão — a organização se apresenta como um espaço de diálogo e cooperação, e não como uma aliança militar. Sua carta, assinada em 2002, estabelece princípios como o fortalecimento da segurança regional, combate ao extremismo e estímulo ao desenvolvimento econômico e científico.
A realização da cúpula em Tianjin ocorre em um momento estratégico, oferecendo ao Sul Global alternativas às normas comerciais dominantes e promovendo maior protagonismo dos países asiáticos e euroasiáticos na governança internacional.
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