A Polícia da Argentina realizou na última sexta-feira (22) uma série de buscas em escritórios da Agência Nacional de Deficiência (ANDIS) e em uma farmacêutica ligada a um suposto esquema de corrupção envolvendo Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei.
Karina Milei é acusada de receber uma comissão de 3% sobre pagamentos feitos pela ANDIS à farmacêutica Suizo Argentina na compra de medicamentos para pessoas com deficiência. As denúncias surgiram após o vazamento de áudios atribuídos a Diego Spagnuolo, então diretor da agência, em que ele afirma: “a Karina fica com três por cento”. Spagnuolo foi demitido após a divulgação das gravações. Até o momento, Karina ainda não se pronunciou publicamente.
Reação popular
O presidente Javier Milei e sua irmã foram atacados a pedradas durante um ato de campanha em um subúrbio de Buenos Aires, nesta semana. O episódio refletiu a indignação de parte da população diante do escândalo de corrupção que envolve a secretária-geral da Presidência.
Resposta oficial do governo
Em 27 de agosto, Javier Milei declarou que “tudo o que (Spagnuolo) diz é mentira” e prometeu “levá-lo à Justiça”. A farmacêutica Suizo Argentina negou qualquer irregularidade nas operações investigadas. O porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, afirmou que o caso é uma tentativa da oposição de manchar a imagem do presidente em ano eleitoral.
Eleições e cenário político
A Argentina terá eleições legislativas em 26 de outubro, e, em setembro, os eleitores de Buenos Aires escolherão seus representantes provinciais. Estas votações serão o primeiro grande teste de popularidade de Javier Milei desde que assumiu o cargo em dezembro de 2023, com a promessa de recuperar a economia por meio de cortes de gastos públicos e redução da burocracia.
Com 54 anos, Milei conseguiu reduzir a inflação persistente e gerar superávit no orçamento. No entanto, as medidas de austeridade adotadas pelo governo deixaram parte da população, especialmente os idosos, em situação financeira ainda mais difícil.
As investigações continuam, e novas revelações podem aprofundar a crise política que ameaça a estabilidade do governo de Javier Milei.
*Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











