Um pastor evangélico brasileiro de 46 anos foi preso na última quinta-feira (17) pela Polícia Judiciária de Portugal, na região norte do país, próximo à cidade de Penafiel. O homem havia sido condenado no Brasil a 18 anos de prisão pelo crime de abuso sexual de menores, e estava foragido havia dois anos.
A prisão foi efetuada com base em um mandado internacional de captura emitido pela Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. As autoridades portuguesas confirmaram que o homem estava vivendo legalmente em Portugal desde 2022, com autorização de residência, e era considerado “plenamente integrado” à comunidade local.
Em comunicado oficial, a Polícia Judiciária detalhou que o foragido atuava como líder religioso em uma comunidade evangélica de outro concelho e residia discretamente em uma aldeia nas proximidades de Penafiel.
“A referida detenção ocorreu numa aldeia perto de Penafiel, onde o mesmo residia há cerca de dois anos e onde estava plenamente integrado, sendo inclusive líder numa comunidade religiosa existente noutro concelho”, informou a corporação em nota.
Apesar da repercussão, a identidade do pastor não foi divulgada oficialmente. O jornal português Público reportou que ele é natural do estado de Minas Gerais e estava estabelecido no país com vida regularizada.
O preso foi apresentado ao Tribunal da Relação do Porto, responsável por conduzir o processo de extradição ao Brasil. O procedimento está amparado por um acordo bilateral de extradição entre Brasil e Portugal, em vigor desde a década de 1990. O tratado prevê que os países devem atender a pedidos de extradição em casos de crimes graves, como o que motivou a condenação do brasileiro.
A reportagem entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, mas ainda não obteve resposta sobre o trâmite diplomático e o acompanhamento do caso.
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