A chinesa Luckin Coffee, que tirou a Starbucks do topo do mercado chinês, iniciou sua operação nos Estados Unidos com a abertura de duas lojas próximas à Universidade de Nova York (NYU). A estratégia da rede aposta em preços agressivos, oferecendo lattes e cold brews a partir de US$ 2, valor até 70% menor que os cobrados pela Starbucks, que variam entre US$ 6 e US$ 7, segundo o jornal Daily Mail.
Seguindo o modelo que fez sucesso na China, a Luckin foca em lojas compactas, pedidos para viagem e campanhas digitais intensas, principalmente no TikTok, para atrair um público jovem e urbano.
Crise na Starbucks
A Luckin já domina o mercado chinês com 22 mil lojas, triplicando o número da Starbucks no país, e vem conquistando a liderança desde 2019.
A expansão da Luckin nos Estados Unidos ocorre em um momento delicado para a Starbucks, que enfrenta queda nas vendas globais. Além disso, a rede americana tem lidado com polêmicas envolvendo denúncias de exploração de trabalho análogo à escravidão em fazendas de café no Brasil. Entre 2023 e 2024, pelo menos oito casos foram documentados, com trabalhadores resgatados de propriedades que fornecem grãos à Starbucks. As denúncias estão sendo investigadas e podem resultar em ações judiciais.
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