O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte euforia nesta segunda-feira (30), encerrando o primeiro semestre de 2025 com resultados positivos tanto no câmbio quanto na bolsa de valores. Influenciado por fatores internacionais e pelo desempenho do mercado de trabalho local, o dólar caiu para o menor nível desde setembro do ano passado, enquanto o índice Ibovespa registrou alta expressiva.
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,435, com queda de R$ 0,05 (-0,88%). Durante toda a sessão, a moeda operou em baixa, chegando a atingir R$ 5,42 no final da tarde. A leve alta nos minutos finais foi puxada por investidores aproveitando o valor reduzido para comprar dólares.
Este é o menor patamar da moeda norte-americana desde 19 de setembro de 2023. Somente em junho, o dólar acumulou queda de 4,99%, o melhor desempenho mensal desde janeiro, quando a moeda caiu 5,56%. No acumulado do semestre, o dólar recuou 13,51%.
Já a bolsa de valores também teve um desempenho sólido. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia com alta de 1,45%, aos 138.855 pontos. No mês, a valorização foi de 1,33%, enquanto no semestre a alta acumulada foi de 15,44%.
Cenário externo e interno impulsionam otimismo
Diversos fatores explicam o movimento positivo do mercado nesta segunda. No cenário internacional, a decisão do Canadá de retirar uma taxa sobre empresas tecnológicas dos EUA trouxe alívio, especialmente após ameaças recentes do ex-presidente norte-americano Donald Trump de encerrar negociações comerciais com o país vizinho.
As bolsas norte-americanas também fecharam em níveis recordes, com o melhor trimestre em mais de um ano. Além disso, a queda nas taxas dos títulos do Tesouro dos EUA favoreceu a migração de capital para países emergentes como o Brasil.
No ambiente doméstico, o destaque foi a divulgação da criação de 148,9 mil postos de trabalho com carteira assinada em maio. Apesar de o número ter ficado abaixo das previsões do mercado, a leitura foi positiva: ele reforça a expectativa de que o Banco Central pode iniciar o ciclo de redução de juros antes do previsto, o que anima os investidores e impulsiona a bolsa.
Com a combinação de fatores externos favoráveis e expectativas mais positivas para a política monetária brasileira, o mercado encerra o semestre com otimismo — e investidores atentos aos próximos passos do cenário econômico global e doméstico.
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