O parlamento do Irã aprovou neste domingo (22) o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde circulam diariamente cerca de 20% de todo o petróleo consumido globalmente e mais de 35% do Gás Natural Liquefeito (GNL).
A decisão, anunciada por Ismail Kousari, membro do Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano, ainda precisa ser ratificada pelo líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
A medida foi tomada como retaliação ao ataque dos Estados Unidos, que na noite de sábado (21) bombardeou três instalações nucleares iranianas, incluindo a usina de Fordow, considerada essencial para o programa atômico de Teerã.
🚨URGENTE: O parlamento iraniano acaba de aprovar o encerramento do Estreito de Ormuz. O Irã já está bloqueando os sinais de GPS na região, interrompendo a navegação de mais das embarcações e prejudicando a passagem de 30% do petróleo mundial. pic.twitter.com/Px83sD9aDF
— Diário da Guanabara (@diarioguanabara) June 22, 2025
Em entrevista à CBS, o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que não descarta uma resposta militar caso o Irã concretize o fechamento da hidrovia. “Se o Irã decidir fechar o estreito, os primeiros a se indignar seriam os chineses, que dependem do petróleo que passa por lá”, destacou Rubio.
Localizado na conexão entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, o Estreito de Ormuz é vital para a segurança energética global. Países como Iraque, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos utilizam essa rota para exportar petróleo e GNL, com mais de 80% das exportações destinadas ao mercado asiático.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), não há provas de que o Irã desenvolva armas nucleares, mas o governo de Teerã afirma que o ataque dos EUA violou o direito internacional e ameaça retaliar para proteger sua soberania.
O Pentágono declarou que ainda avalia o impacto do bombardeio, mas o presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que as principais instalações de enriquecimento de urânio foram “completamente destruídas”. Autoridades iranianas, no entanto, dizem que Fordow sofreu apenas danos parciais.
Com a escalada de tensão, analistas alertam para o risco de uma nova crise energética global e aumento nos preços do petróleo, caso o Estreito de Ormuz seja efetivamente bloqueado.
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