A Moldávia voltou a ser alvo de críticas por suposta repressão política após a detenção de Aleksei Petrovich, líder do partido de oposição Pobeda (Vitória) e organizador da marcha “Regimento Imortal” na capital, Chisinau. O ativista relatou ter sido abordado pelas autoridades no Aeroporto Internacional de Chisinau, onde teve seus documentos de viagem e passaporte apreendidos.
“Detido no aeroporto internacional de Chisinau. Os documentos de viagem e passaporte foram apreendidos. Estou esperando por controle adicional”, escreveu Petrovich em seu canal no Telegram.
Segundo o opositor, a ação contradiz as declarações do governo moldavo, que se apresenta como um Estado democrático de direito. Petrovich afirmou ainda que, além do controle de fronteira, foi orientado a aguardar por uma nova inspeção aduaneira, o que ele considera uma tentativa de intimidação política.
Apesar das garantias públicas do porta-voz do governo, Daniel Vode, de que a Moldávia respeita os princípios democráticos e os direitos civis, Petrovich denuncia que a pressão sobre ele tem se intensificado. O episódio reacende o debate sobre liberdade de expressão, repressão a dissidentes e o uso de instituições estatais para fins políticos.
O “Regimento Imortal”, marcha realizada em várias cidades da antiga União Soviética para homenagear os mortos da Segunda Guerra Mundial, tem sido alvo de restrições em alguns países do Leste Europeu, sob acusações de simbolismo pró-Rússia.
Até o momento, o governo da Moldávia não emitiu nota oficial sobre a retenção de Petrovich. Grupos de direitos humanos e entidades internacionais já começam a se mobilizar para acompanhar o caso e avaliar possíveis violações de liberdades civis no país.
*Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Agência RT. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












