Um ataque aéreo realizado por Israel atingiu, neste domingo (15), um prédio vinculado ao Ministério das Relações Exteriores do Irã em Teerã, capital do país. A ofensiva ocorreu em uma área diplomática sensível, nas proximidades do Instituto de Estudos Políticos e Internacionais (IPIS), e deixou vários civis feridos, segundo informações preliminares divulgadas por autoridades locais.
O episódio marca uma nova escalada na já tensa relação entre os dois países e provocou forte reação do governo iraniano, que classificou a ação como “deliberada” e a denunciou como crime de guerra.
O diretor do Centro de Diplomacia Pública do Irã, Saeed Khatibzadeh, compartilhou imagens da destruição em suas redes sociais e afirmou que o ataque feriu inclusive funcionários do instituto. “Este foi um ataque covarde e sistemático, que faz parte da agressão contínua do regime israelense contra o Irã. A biblioteca do IPIS foi severamente danificada e colegas meus estão hospitalizados”, declarou.
As equipes de emergência foram acionadas imediatamente após a explosão para prestar socorro às vítimas e conter o fogo. A região afetada abriga centros de pesquisa, instalações administrativas e unidades de apoio diplomático do governo iraniano, tornando o ataque particularmente simbólico e preocupante no plano internacional.
Crise se agrava no Oriente Médio
O bombardeio em uma área diplomática no coração da capital iraniana representa uma ruptura importante nos padrões de confronto militar entre Israel e Irã. Até então, a maioria dos ataques atribuídos a Israel visavam alvos estratégicos fora do território iraniano, como bases de milícias apoiadas por Teerã na Síria e no Líbano.
Autoridades iranianas alertam que a ofensiva pode desencadear respostas militares diretas e convocaram a comunidade internacional para condenar o ataque. Fontes ligadas ao governo já discutem levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU.
Israel não comentou oficialmente a operação até o momento.
Contexto diplomático e legal
Ataques a estruturas com função diplomática são considerados graves violações do direito internacional. A Convenção de Viena de 1961 garante proteção a edifícios ligados à diplomacia. Caso confirmado o alvo, o ato pode configurar crime de guerra segundo tratados internacionais.
O Instituto de Estudos Políticos e Internacionais, ligado ao Ministério das Relações Exteriores iraniano, é responsável por pesquisas, análises e recepção de delegações estrangeiras. A biblioteca do instituto, atingida diretamente, armazenava acervo estratégico sobre política internacional e história do Oriente Médio.
Clima de tensão
O incidente acontece em um momento delicado, em que o Oriente Médio vive uma nova onda de instabilidade com múltiplos conflitos abertos, envolvendo também grupos como Hezbollah, Houthis e milícias xiitas no Iraque. A ofensiva israelense, vista como provocação direta ao Irã em solo nacional, pode desencadear uma nova fase de confrontos.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou estar avaliando as “medidas necessárias de resposta” e acusou Israel de “tentar provocar um conflito regional de grandes proporções”.
*Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Agência RT. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












