O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta sexta-feira (13) que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), foragida da Justiça brasileira, deve ser extraditada da Itália para o Brasil “em breve”. A declaração foi feita durante evento promovido por uma instituição de ensino particular.
Segundo o ministro, o pedido de extradição já foi encaminhado ao governo italiano e as autoridades locais estariam em busca da parlamentar. “Essa senhora está sendo procurada pelas autoridades policiais italianas. Já existe uma ideia de onde ela esteja e imaginamos que em breve será extraditada”, afirmou.
Zambelli está na mira da Justiça desde que foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos e, posteriormente, à Itália, a deputada teve prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi incluída na lista vermelha de procurados da Interpol.
Apesar de alegar que sua cidadania italiana a tornaria “intocável”, Lewandowski esclareceu que há precedentes sólidos de cooperação jurídica entre Brasil e Itália, e que a dupla nacionalidade não impede a extradição. “Temos um tratado de cooperação, e com base nesse tratado, a dupla nacionalidade não impede a extradição”, reforçou o ministro.
Ele também citou como exemplo o caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti, que foi devolvido pelo Brasil à Itália após anos de disputas judiciais. “Esperamos que, com base no princípio da reciprocidade, o governo italiano faça o mesmo em relação a Zambelli”, afirmou.
Na quinta-feira (12), o embaixador brasileiro em Roma, Renato Mosca, declarou que a deputada pode ser presa a qualquer momento em solo italiano, desde que esteja em espaço público. Segundo ele, sua liberdade temporária se deve ao fato de estar hospedada em locais privados como casas ou hotéis, onde não há mandado para entrada imediata.











