O Oriente Médio vive um novo pico de tensão internacional após Israel realizar, nesta sexta-feira (13), bombardeios diretos contra Teerã, capital do Irã, e instalações nucleares estratégicas. O ataque, classificado por Israel como “preventivo”, matou comandantes seniores da Guarda Revolucionária e cientistas nucleares, reacendendo o temor de uma guerra regional em larga escala.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu justificou a operação como necessária para impedir o Irã de adquirir armas nucleares, enquanto o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência no país. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter atingido dezenas de alvos militares e uma instalação de enriquecimento nuclear em Natanz.
Do outro lado, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, prometeu uma resposta “severa” e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, acusando Israel de “agressão flagrante”.
Reação dos EUA
Em meio à escalada, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou ter sido informado antecipadamente sobre os planos israelenses — mas negou envolvimento direto. “Os EUA não participaram dos ataques, mas nossas forças estão em alerta máximo para defender nossos interesses e nossos aliados”, declarou em entrevista à Fox News.
Autoridades americanas alertaram Teerã contra qualquer ataque a tropas ou instalações dos EUA na região. O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou que Washington continuará pressionando pelo desmantelamento completo do programa nuclear iraniano. Apesar disso, Trump enfatizou que ainda espera retomar negociações com o governo iraniano.
Rússia condena agressão
A Rússia condenou veementemente os bombardeios israelenses. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores classificou o ataque como uma violação da Carta da ONU e do direito internacional, alertando para “consequências imprevisíveis” em toda a região.
Moscou também criticou o momento escolhido para a operação — dois dias antes de uma nova rodada de negociações nucleares entre Irã e EUA em Omã — e acusou Israel de minar os esforços diplomáticos. “Apelamos a todas as partes para que exerçam máxima contenção para evitar uma guerra em grande escala”, declarou o governo russo.
Reação do mercado
A tensão já provoca reflexos econômicos imediatos: a cotação do petróleo subiu, refletindo o temor de interrupções no fornecimento global. Analistas alertam para forte volatilidade nos próximos dias, dependendo da intensidade da resposta iraniana.
Enquanto isso, líderes mundiais e organizações internacionais acompanham com preocupação o desdobramento de um conflito que pode se espalhar por todo o Oriente Médio.
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