Preso por suspeita de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista Anderson Gomes, o deputado Chiquinho Brazão enfrenta sérios problemas de saúde e pode morrer na cadeia.
É o que detalha um relatório datado de 29 de dezembro e assinado por quatro profissionais, entre eles um médico e uma psicóloga, além do diretor da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, onde o parlamentar está confinado.
O documento define que o estado de saúde de Chiquinho é considerado complexo, com problemas de angina, com alto risco cardiovascular.
“Conforme exames realizados, há indicação de exame cineangiocardiografia coronária, com hipótese de cirurgia cardíaca. No tocante à condição nefrológica, consoante exames, o preso possui nefropatia parenquimotosa bilateral, com alta possibilidade de evolução do quadro para insuficiência renal”, destaca um trecho do relatório.
Chiquinho também tem diabetes e hipertensão arterial, sob tratamento há aproximadamente 17 anos e “apresenta oscilações importantes em ambas as patologias”, segundo diagnóstico que consta no relatório, que também alerta:
“Podemos afirmar que o interno FRANCISCO BRAZÃO, por toda sua delicada condição de saúde e comorbidades em geral, além de seu histórico de saúde e familiar, possui alta possibilidade de sofrer mal súbito com risco elevado de morte”.
“Será mantido sob os cuidados ininterruptos da equipe multiprofissional de saúde da Divisão de Saúde da PFCG, médico, enfermeiros, psicólogo, além da ferramenta de telemedicina e todo o suporte oferecido pelo SUS local. Em casos de emergência médica será imediatamente encaminhado à rede hospitalar apropriada ao caso”, destaca o documento.
O relatório é assinado pela chefe da Divisão de Saúde da Penitenciária Federal de Campo Grande, Sarah Campos Ferreira; pela Psicóloga da Penitenciária, Aline Gracielle V. Dos Santos; o médico da Penitenciária, Vinicius R. Andrade; e o Policial Federal e Diretor da Penitenciária, Bruno Araújo Lobo.
Na mesma Penitenciária está confinado o irmão de Chiquinho e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), Domingos Brazão, também aponta como um dos mandates da execução.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











