O Google anunciou nesta terça-feira (28) que, a partir de 2026, o Chrome vai exigir autorização dos usuários antes de acessar sites públicos sem HTTPS, protocolo que garante conexão segura. A medida tem como objetivo proteger internautas contra ataques que exploram páginas inseguras, incluindo malwares, engenharia social e sequestro de navegação.
A companhia já incentiva a transição para HTTPS desde 2015, alertou sobre páginas inseguras em 2018 e adotou o protocolo como padrão em 2021. Atualmente, entre 95% e 99% das navegações no Chrome utilizam HTTPS.
O novo recurso, chamado “Sempre usar conexões seguras”, será ativado por padrão no Chrome 147, previsto para abril de 2026, inicialmente para usuários com a proteção de navegação segura melhorada habilitada. Sites acessados sem HTTPS exibirão um alerta explicando os riscos e pedindo permissão para abrir a página, sendo mostrado apenas na primeira visita a cada site, para evitar excesso de notificações.
Todos os usuários receberão a função no Chrome 154, programado para outubro de 2026. A ferramenta poderá ser aplicada também a redes privadas, como intranets corporativas, e poderá ser desativada manualmente pelos usuários que desejarem.
Segundo o Google, a iniciativa reforça a segurança online, pois invasores podem manipular páginas HTTP inseguras para redirecionar usuários a armadilhas ou carregar conteúdo malicioso sem que eles percebam. Além disso, alguns ataques conseguem ocultar notificações de “Não seguro”, tornando o alerta do navegador ainda mais importante.
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