Um estudo conduzido por pesquisadores da ETH Zurich e por profissionais independentes revelou que modelos de linguagem de grande escala (LLMs), como o GPT-4, possuem capacidade de identificar usuários anônimos na internet, mesmo aqueles que utilizam pseudônimos.
A descoberta, divulgada pelo Ars Technica nesta terça-feira (3), aponta que é possível vincular perfis online a identidades reais com alta precisão.
A pesquisa analisou padrões linguísticos e informações pessoais presentes em textos públicos, cruzando dados de diferentes plataformas. O processo, segundo os autores, é rápido, automatizado e de baixo custo, tornando a vigilância em larga escala mais eficiente do que métodos tradicionais.
“Nossas descobertas têm implicações significativas para a privacidade online”, afirmam os pesquisadores. Eles destacam que a ideia de que pseudônimos protegem a identidade do usuário está comprometida, já que os LLMs conseguem processar grandes volumes de dados e identificar marcas digitais presentes na escrita e em referências contextuais das publicações.
A análise permite deduzir detalhes como localização, profissão e outros dados biográficos, dificultando que usuários mantenham anonimato apenas com pseudônimos.
O estudo alerta ainda para o uso dessas ferramentas em monitoramento político ou comercial, reforçando a necessidade de repensar a segurança digital diante das capacidades invasivas e ofensivas dos modelos de linguagem.
“Os recentes avanços nos modelos de linguagem deixam claro que é urgente reconsiderar vários aspectos da cibersegurança”, concluem os pesquisadores, destacando que a privacidade online precisa de novas medidas de proteção.
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