O Banco Central (BC) confirmou nesta quarta-feira (2) que a empresa C&M Software foi alvo de um ataque cibernético de grandes proporções. A companhia atua como intermediária no acesso de dezenas de instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e está integrada à infraestrutura do Pix.
Segundo estimativas preliminares divulgadas pelo portal Invest News, o ataque pode ter resultado no desvio de até R$ 1 bilhão. De acordo com relatos iniciais, hackers utilizaram contas reservas de cinco instituições financeiras ligadas ao Banco Central para realizar um desvio estimado inicialmente em R$ 400 milhões.
A gravidade do caso levou a Polícia Federal (PF) a abrir investigação. O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que o inquérito deve ser instaurado ainda hoje. “Estamos em contato com as empresas. Vamos investigar. Há notícia-crime em verificação”, declarou em entrevista ao Valor Econômico.
Em nota oficial, a C&M confirmou que foi “vítima direta da ação criminosa, que incluiu o uso indevido de credenciais de clientes para tentar acessar de forma fraudulenta seus sistemas e serviços”.
Como consequência do incidente, alguns bancos relataram instabilidade ou indisponibilidade no acesso ao sistema Pix, prejudicando temporariamente operações de clientes.
Este é mais um episódio que acende o alerta sobre a segurança digital no sistema financeiro brasileiro, especialmente em plataformas de pagamento instantâneo como o Pix, que se tornou amplamente utilizado pela população e pelo mercado.
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