Camila Nogueira, de 38 anos, permanece em estado vegetativo após complicações ocorridas durante uma cirurgia considerada de “baixo risco” em agosto de 2025, em um hospital do Recife. A informação foi divulgada pelo jornal Diário de Pernambuco na última terça-feira (27).
De acordo com o advogado da família, Paulo Maia, Camila deu entrada no Hospital Esperança para a retirada da vesícula e correção de hérnia. A paciente era saudável, sem histórico de doenças pré-existentes, mas acabou sofrendo danos cerebrais irreversíveis durante o procedimento.
Durante a cirurgia, ocorreu uma parada cardiorrespiratória que deixou Camila com consciência mínima, sem autonomia e acamada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Os familiares entraram com representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), solicitando o afastamento e a cassação do registro de três médicas envolvidas no procedimento.
O marido da paciente, o médico oftalmologista Paulo Menezes, relata que vive uma situação difícil: “É como se eu tivesse virado viúvo de uma esposa viva”. Ele afirma que Camila participa de sessões de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, além de acompanhamento especializado para pacientes neurocríticos, na tentativa de recuperar movimentos e comunicação.
Menezes destaca pequenos avanços na percepção da esposa: “Ela já está mais perceptiva ao ambiente. Quando vê rostos conhecidos, chora. No fim de semana passado, recebeu a visita de um tio de Brasília, que não via há muito tempo, e chorou ao encontrá-lo”.
O caso segue sob acompanhamento médico e investigação do conselho de medicina, enquanto a família busca apoio e justiça para Camila.
Da Agência Fonte Exclusiva











