Um homem de 37 anos internado em São Paulo com suspeita de Ebola testou positivo para meningite meningocócica, informou a Secretaria de Estado da Saúde. O paciente esteve recentemente na República Democrática do Congo, país que enfrenta surto da doença pelo vírus Ebola, e apresentou febre intensa ao chegar ao Brasil. Ele permanece em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência para doenças infecciosas na capital paulista.
Apesar da confirmação de meningite, a investigação para Ebola ainda não foi encerrada. Segundo o protocolo sanitário, as amostras continuam em análise, e as medidas de isolamento e vigilância permanecem até que a suspeita seja descartada oficialmente. O estado de saúde do paciente é considerado grave, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria Estadual da Saúde.
O diagnóstico de meningite foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz por meio de exame de reação em cadeia da polimerase em tempo real, o qPCR. O teste detectou a bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica, uma forma grave da doença que exige atendimento rápido e medidas de controle para evitar transmissão.
O caso foi classificado inicialmente como suspeito para Ebola porque o paciente apresentou febre e tinha histórico recente de viagem a uma área com transmissão da doença. Pelos critérios de vigilância, a combinação entre sintomas compatíveis e permanência em região de risco nos últimos 21 dias exige investigação imediata e adoção de medidas de precaução.
A República Democrática do Congo enfrenta um surto de Ebola confirmado em maio. Nota informativa conjunta da vigilância paulista cita confirmação, em 15 de maio de 2026, de surto causado pela cepa Bundibugyo na província de Ituri, no nordeste do país africano, com áreas de transmissão confirmada ou suspeita em zonas de saúde como Mongbwalu, Rwampara e Bunia.
O Instituto Emílio Ribas informou que mantém os protocolos de biossegurança e isolamento enquanto os exames complementares são processados. A unidade é referência em infectologia e costuma receber casos de maior complexidade envolvendo doenças infecciosas e suspeitas de enfermidades de alto risco.
A Secretaria de Saúde de São Paulo reforçou que, até o momento, não há confirmação de Ebola no Brasil. O acompanhamento segue com equipes de vigilância epidemiológica, laboratório de referência e profissionais especializados em doenças infecciosas. O risco de disseminação no país é considerado muito baixo pelas autoridades sanitárias, segundo informações divulgadas sobre a investigação.
A meningite meningocócica pode evoluir rapidamente e exige tratamento imediato com antibióticos. Também pode demandar ações de bloqueio, como orientação e eventual quimioprofilaxia para contatos próximos, conforme avaliação das equipes de vigilância.
O caso segue sendo monitorado pelas autoridades de saúde. A confirmação de meningite ajuda a explicar o quadro clínico do paciente, mas não elimina automaticamente a investigação para Ebola, que depende da conclusão dos exames específicos e da avaliação epidemiológica.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












