O aumento dos casos de obesidade e sobrepeso entre crianças e adolescentes brasileiros tem gerado preocupação entre especialistas e autoridades de saúde.
Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026 apontam que aproximadamente 16,5 milhões de brasileiros com idade entre 5 e 19 anos convivem com excesso de peso.
Desse total, quase 8 milhões já apresentam complicações associadas, como alterações nos níveis de triglicerídeos e acúmulo de gordura no fígado.
Neste Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado em 3 de junho, profissionais da área da saúde reforçam a importância de combater fatores que contribuem para o avanço da doença, entre eles o uso excessivo de telas por crianças e adolescentes.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, a obesidade infantil pode ser influenciada por fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais.
Entretanto, mudanças no estilo de vida moderno têm desempenhado papel relevante no crescimento dos índices da doença.
Especialistas destacam que o tempo prolongado diante de celulares, tablets, computadores e televisores favorece o sedentarismo e está frequentemente associado ao maior consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras e sódio.
Além disso, o hábito de realizar refeições em frente às telas pode prejudicar a percepção da saciedade e dificultar a adoção de uma alimentação equilibrada.
Outro fator apontado pelos profissionais é a rotina acelerada das famílias. A falta de tempo para preparar refeições caseiras tem levado muitas pessoas a optarem por alimentos industrializados e de preparo rápido, que geralmente apresentam menor valor nutricional.
Para enfrentar o problema, especialistas recomendam a criação de limites para o uso de dispositivos eletrônicos, a valorização das refeições em família sem distrações digitais e o incentivo à prática regular de atividades físicas.
Brincadeiras ao ar livre, esportes, leitura e outras formas de lazer também são consideradas alternativas importantes para reduzir o tempo de exposição às telas.
A educação alimentar desde a infância é apontada como uma das principais estratégias para prevenir a obesidade e promover escolhas mais saudáveis ao longo da vida.
Além das ações dentro de casa, campanhas educativas e projetos desenvolvidos nas escolas são vistos como fundamentais para estimular hábitos positivos e contribuir para a redução dos índices de excesso de peso entre crianças e adolescentes.
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