Se você sente uma vontade incontrolável de mexer as pernas à noite, pode estar sofrendo de síndrome das pernas inquietas (SPI), um distúrbio neurológico que afeta milhões de pessoas e compromete a qualidade do sono. A condição é mais comum do que parece e foi destacada pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) como um problema que merece atenção.
O que é a síndrome das pernas inquietas?
A SPI se manifesta principalmente no período noturno, causando desconforto nas pernas — como formigamento, dor leve ou sensação de pressão — e gerando a necessidade constante de movimentá-las para aliviar os sintomas. Esse ciclo atrapalha o sono e pode levar à fadiga durante o dia.
Fatores que contribuem para o problema:
- Gravidez
- Anemia por deficiência de ferro
- Doenças renais crônicas
- Uso de medicamentos específicos (como antidepressivos e antialérgicos)
O que pode ajudar:
Algumas atitudes simples no dia a dia ajudam a amenizar os sintomas da SPI:
- Fazer exercícios físicos com regularidade
- Estabelecer uma rotina de sono com horários fixos
- Aplicar compressas quentes nas pernas antes de dormir
- Manter a mente ocupada para desviar o foco da sensação
Evite:
Certos hábitos pioram o quadro e devem ser evitados, especialmente à noite:
- Bebidas com cafeína ou alcoólicas
- Refeições pesadas
- Exposição a telas (celulares, TV, computadores)
- Cochilos fora de hora
Existe tratamento?
Sim. O tratamento depende da causa. Quando está relacionado à falta de ferro, por exemplo, a suplementação pode trazer alívio. Em alguns casos, médicos recomendam medicamentos para melhorar o sono ou aliviar dores e desconfortos.
Embora não tenha cura definitiva em todos os casos, a síndrome pode ser controlada com orientação médica, mudanças de hábito e, se necessário, uso de remédios. A chave é procurar ajuda ao perceber os primeiros sinais, especialmente se o sono estiver comprometido.
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