Um novo estudo conduzido pelo Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia, revela que até mesmo o tabagismo ocasional pode aumentar significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2 — incluindo todos os seus subtipos. O maior impacto foi identificado no SIRD, subtipo mais grave da doença, caracterizado por uma resistência severa à insulina.
A pesquisa avaliou dados de mais de 3 mil participantes, além de um grupo de controle ainda maior, a partir de dois estudos de longo prazo realizados na Suécia e na Noruega, com duração de 24 e 14 anos, respectivamente.
Subtipos de diabetes tipo 2 analisados:
Atualmente, a ciência classifica o diabetes tipo 2 em quatro subtipos distintos:
- SIRD – diabetes com grave resistência à insulina
- SIDD – diabetes com deficiência de insulina
- MOD – diabetes relacionada à obesidade
- MARD – diabetes leve associada à idade
Principais descobertas
Os dados indicam que o fumo, mesmo em pequenas quantidades, está diretamente ligado ao aumento do risco de desenvolver o subtipo SIRD. Além disso, o tabagismo por mais de 15 anos foi relacionado a um risco maior de desenvolvimento de todos os subtipos da doença.
A pesquisa também avaliou fatores genéticos, analisando predisposições ligadas à produção de insulina e à resposta do organismo ao tabaco. Os resultados mostram que o fumo pode amplificar a vulnerabilidade genética ao diabetes tipo 2.
Diante dessas evidências, os pesquisadores recomendam que o abandono do tabagismo seja considerado uma medida essencial para a prevenção do diabetes tipo 2.
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