A atriz e influenciadora Evelin Camargo percebeu, no fim de dezembro, um aumento repentino em uma das mamas. Inicialmente suspeitou-se de ruptura do implante de silicone, mas exames mostraram que a prótese estava intacta. Médicos identificaram um acúmulo de líquido ao redor do implante — um seroma tardio —, levando à investigação e confirmação de um linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários (BIA-ALCL).
Evelin relatou que o linfoma estava restrito à cápsula da prótese e o tratamento indicado foi a retirada do implante. A influenciadora compartilhou o caso como alerta para mulheres ficarem atentas a alterações nas mamas.
O que é BIA-ALCL
Apesar de surgir na mama, o BIA-ALCL não é câncer de mama, mas um linfoma — câncer do sistema linfático. Ele geralmente se desenvolve na cápsula fibrosa ao redor do implante, causado por inflamação crônica.
Raridade e fatores de risco
O BIA-ALCL é raro, ocorrendo em cerca de 1 a cada 30 mil mulheres com implantes, normalmente anos após a cirurgia. Próteses texturizadas parecem ter maior associação com a doença, possivelmente devido à inflamação prolongada e formação de biofilme bacteriano.
Sinais de alerta e acompanhamento
Inchaço tardio, dor persistente, endurecimento, nódulos ou assimetria nas mamas devem ser investigados. Exames de imagem e análises laboratoriais ajudam no diagnóstico.
Tratamento e prognóstico
Quando restrito à cápsula, o tratamento é a retirada do implante e da cápsula. Diagnóstico precoce geralmente leva a prognóstico favorável. Se houver disseminação, pode ser necessário quimioterapia ou imunoterapia.
Cuidados para quem tem implantes
Especialistas reforçam que próteses não são para toda a vida e exigem acompanhamento. A primeira ressonância é recomendada cerca de cinco anos após a cirurgia, seguida de exames a cada 2–3 anos, para monitorar implantes e cápsula. Alterações súbitas devem sempre ser avaliadas.
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