Especialistas alertam que o uso excessivo de telas por crianças pequenas pode comprometer seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo. Estudos indicam que limitar o tempo diário em aparelhos eletrônicos a uma hora e estimular atividades físicas traz benefícios importantes para a regulação de comportamentos e emoções.
Jeane Thiers, psicóloga da Clínica TEA Hapvida do Maracanaú, em Fortaleza, explica que crianças expostas de forma prolongada a vídeos, jogos e conteúdos online tendem a se isolar, prejudicando a socialização e o aprendizado de regras sociais.
“Quanto mais tempo a criança passa sozinha em casa, menor é a interação com pares. Isso dificulta que ela saiba se comportar ou se aproximar em situações coletivas, como festas ou brincadeiras com amigos”, afirma a especialista.
O estudo analisou o impacto do tempo de tela nas funções executivas — capacidades de planejar, memorizar e manter o foco — especialmente até os cinco anos, período crucial em que o cérebro estabelece a base para o desenvolvimento cognitivo ao longo da vida.
Thiers reforça que a intenção não é proibir totalmente a tecnologia, mas sim controlar o uso de forma equilibrada e supervisionada pelos pais. Segundo a psicóloga, crianças menores de sete anos não deveriam ter acesso a telas, e o tempo permitido poderia aumentar gradualmente entre 12 e 18 anos, sempre com acompanhamento adulto.
Para reduzir os efeitos prejudiciais do uso de eletrônicos, a especialista recomenda substituir parte do tempo digital por atividades físicas, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças e exercícios de relaxamento, promovendo tanto a socialização quanto o desenvolvimento cognitivo.
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