No final de fevereiro de 2026, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anunciou a eliminação dos padrões mais rigorosos de emissões de mercúrio e outros poluentes tóxicos de usinas termelétricas a carvão, introduzidos durante a administração anterior. A mudança restaura os limites que vigiam desde 2012, enfraquecendo as regras que haviam sido endurecidas em anos recentes para reduzir a poluição atmosférica associada à queima de carvão.
A EPA afirmou que a revisão dos limites de emissão tem como objetivo reduzir custos operacionais para as empresas de energia e preservar a confiabilidade da rede elétrica, argumentando que a norma anterior já proporcionava proteção adequada ao meio ambiente e à saúde pública. Em comunicado, o diretor da agência enfatizou que a mudança elimina exigências consideradas excessivas pelo governo atual e reverte a aplicação de controles que impactavam diretamente os custos de operação de usinas a carvão.
Especialistas em meio ambiente e saúde pública, no entanto, expressaram preocupação com a decisão, alertando que o recuo nos padrões de emissão pode resultar em níveis mais altos de mercúrio no ar e, por consequência, maior contaminação de solos e água. O mercúrio é um poluente perigoso que se acumula na cadeia alimentar, especialmente em peixes, e pode causar efeitos adversos no desenvolvimento neurológico de crianças e em gestantes.
Organizações ambientais destacaram que a mudança pode ampliar a exposição ao poluente em comunidades próximas às usinas e desacelerar o progresso em direção a padrões mais limpos de qualidade do ar. Alguns críticos também associam a decisão a uma agenda mais ampla de redução de regulações ambientais nos Estados Unidos nos últimos anos.
A alteração dos padrões de emissão de mercúrio e outros poluentes reflete um debate contínuo entre setores industriais, reguladores federais e defensores da saúde pública sobre a melhor forma de equilibrar proteção ambiental com custos de energia e operação industrial
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