A dor é uma linguagem do corpo que nem sempre é bem interpretada. Segundo estimativas da OMS, mais de 1,7 bilhão de pessoas convivem com dor crônica, e milhões não recebem o diagnóstico adequado. No Brasil, a situação reflete nos números do INSS, onde as doenças musculoesqueléticas respondem por um em cada cinco afastamentos.
A fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto, mestre em Ciências Médicas, explica que identificar o tipo de dor é essencial. “Quando generalizamos a dor, adotamos terapias genéricas que muitas vezes falham. O tratamento eficaz começa pelo diagnóstico correto.”
A avaliação clínica deve ir além dos exames. “O paciente precisa ser ouvido. A dor tem história, contexto e impacto emocional”, afirma Mariana. Ela lembra que um mesmo sintoma pode ter origens completamente diferentes, e que o olhar humanizado faz toda a diferença.
Técnicas como fortalecimento muscular, alongamento, liberação miofascial e fisioterapia personalizada ajudam a controlar a dor e restaurar a função corporal. Em casos persistentes, a orientação é buscar acompanhamento multidisciplinar.
“Dor não é fraqueza, nem algo para suportar em silêncio. Reconhecer o tipo de dor é o primeiro passo para retomar o controle sobre o próprio corpo”, conclui.
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