O acidente vascular cerebral (AVC), que ocorre quando vasos sanguíneos do cérebro se rompem ou ficam bloqueados, prejudicando a circulação sanguínea, tem se tornado cada vez mais comum entre pessoas com menos de 45 anos. Entre os fatores de risco, o consumo elevado de álcool se destaca, especialmente entre jovens.
Um estudo recente do hospital Mass General Brigham, nos Estados Unidos, publicado na revista Neurology, revelou que indivíduos que ingerem grandes quantidades de bebidas alcoólicas semanalmente têm 57% mais chance de sofrer um AVC em comparação com aqueles que não consomem álcool de forma habitual.
Segundo a neurologista Thaís Augusta Martins, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, o excesso de álcool eleva a pressão arterial, aumenta o risco de arritmias, altera a coagulação, contribui para diabetes, obesidade e inflamação vascular, fatores que, somados, favorecem o surgimento do AVC.
Especialistas consideram consumo exagerado a ingestão de mais de cinco doses em um único dia ou quantidades diárias acima do recomendado, principalmente nos finais de semana.
Sintomas de AVC que exigem ação imediata:
- Fraqueza ou dificuldade para mover um lado do corpo
- Boca torta ou fala enrolada
- Dificuldade para encontrar palavras
- Tontura ou alteração de equilíbrio
- Perda parcial da visão
Outros hábitos que aumentam o risco:
O álcool não é o único responsável pelo AVC. Obesidade, sedentarismo, alimentação desequilibrada, tabagismo, alterações no colesterol e doenças cardíacas também contribuem. Além disso, o álcool pode afetar o sistema nervoso central, prejudicando o discernimento e aumentando comportamentos de risco.
Prevenção:
Para reduzir o risco de AVC, o ideal é evitar o consumo de álcool. Para quem opta por beber, especialistas recomendam moderação, ingestão em pequenas doses e apenas em ocasiões especiais, como festas e comemorações. Embora pequenas quantidades possam trazer benefícios sociais e psicológicos, os riscos à saúde ainda existem, especialmente em relação ao cérebro e ao sistema cardiovascular.
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