Um levantamento recente do Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF) aponta que cerca de 17 milhões de brasileiros convivem com o diabetes, uma doença crônica caracterizada pela produção insuficiente de insulina ou pela dificuldade do organismo em utilizá-la adequadamente.
O hormônio é responsável pelo controle dos níveis de glicose no sangue.
A data dedicada ao Dia Nacional do Diabetes reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, já que a doença pode evoluir de forma silenciosa e causar danos progressivos em diferentes sistemas do corpo, especialmente nos pequenos vasos sanguíneos que irrigam estruturas como retina, nervos e rins.
De acordo com o cirurgião vascular e membro da Comissão de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo, Afonso Cesar Polimanti, as complicações do diabetes podem ser graves e atingir múltiplos órgãos.
Segundo o especialista, nos olhos a doença pode provocar sangramentos na retina e levar à retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira no Brasil e no mundo.
Nos rins, o diabetes pode comprometer os glomérulos, estruturas responsáveis pela filtragem do sangue, podendo evoluir para insuficiência renal e necessidade de hemodiálise.
Polimanti também alerta para os impactos na circulação sanguínea, que podem se assemelhar aos efeitos de uma aterosclerose avançada, com obstrução dos vasos mesmo em pacientes sem histórico de tabagismo.
Esse comprometimento vascular pode atingir ainda os nervos, reduzindo a sensibilidade e prejudicando a cicatrização, o que aumenta o risco de infecções e complicações graves, incluindo amputações.
Embora o diabetes tipo 2 seja o mais comum, ele também é um dos mais desafiadores devido à sua evolução silenciosa. Segundo o especialista, muitos pacientes convivem com a doença por anos sem diagnóstico.
Sinais como sede excessiva, aumento da frequência urinária e fome constante podem indicar alterações nos níveis de glicose.
Em estágios mais avançados, podem surgir manifestações indiretas, como alterações na pele, ressecamento e feridas de difícil cicatrização. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado essencial para evitar complicações.
Especialistas reforçam que o controle da doença depende da combinação entre acompanhamento médico regular, realização de exames de glicemia e adoção de hábitos saudáveis.
A prática de atividade física, especialmente exercícios de força, e uma alimentação equilibrada são medidas fundamentais tanto na prevenção quanto no controle do diabetes.
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