A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de uma versão genérica da semaglutida produzida pela EMS.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União e amplia o número de medicamentos com o princípio ativo disponíveis para registro e comercialização no mercado brasileiro.
Na mesma resolução, a agência também aprovou o registro do Semaclique, medicamento similar à base de semaglutida fabricado pela Germed Farmacêutica.
A semaglutida ganhou notoriedade nos últimos anos por estar presente em medicamentos como o Ozempic. No caso do produto aprovado para a EMS, trata-se de uma solução injetável de aplicação subcutânea, com concentração de 1,34 mg/ml.
Genérico da EMS terá quatro apresentações
O registro concedido pela Anvisa permite que a semaglutida genérica da EMS seja disponibilizada em quatro apresentações.
Duas versões terão cartuchos de 1,5 ml, enquanto outras duas serão comercializadas em cartuchos de 3 ml. Todas as apresentações possuem prazo de validade de 24 meses.
De acordo com a autorização, o registro do medicamento permanece válido até agosto de 2036.
A chegada de uma nova versão genérica amplia as alternativas de medicamentos contendo semaglutida no mercado brasileiro. A utilização do princípio ativo, entretanto, deve respeitar as indicações aprovadas e ser acompanhada por profissionais de saúde.
Semaclique também é autorizado
A resolução publicada pela Anvisa inclui ainda o registro do Semaclique, produzido pela Germed Farmacêutica.
Classificado como medicamento similar, o produto também utiliza semaglutida na concentração de 1,34 mg/ml. A autorização contempla quatro apresentações, incluindo cartuchos, caneta aplicadora e agulhas.
Assim como o medicamento registrado pela EMS, o Semaclique recebeu autorização com validade até agosto de 2036.
Dapagliflozina ganha versão genérica
A resolução da Anvisa também contempla outros princípios ativos.
A Brainfarma recebeu autorização para comercializar uma versão genérica da dapagliflozina nas concentrações de 5 mg e 10 mg. O medicamento é administrado por via oral e pertence à classe dos inibidores de SGLT2.
Esse tipo de medicamento atua nos rins, aumentando a eliminação de glicose e sódio pela urina. A dapagliflozina é utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e pode ter indicação em determinadas situações relacionadas à proteção cardiovascular e à função renal.
Olaparibe é aprovado para tratamento oncológico
A Natcofarma também obteve registro para versões genéricas do olaparibe, nas concentrações de 100 mg e 150 mg.
O princípio ativo é utilizado em tratamentos contra determinados tipos de câncer, conforme as indicações específicas aprovadas para o medicamento.
A autorização representa mais uma inclusão de opções genéricas no mercado farmacêutico brasileiro.
Outros medicamentos receberam autorização
Entre os produtos incluídos na resolução está o Breviseiz, da Sun Farmacêutica, que tem como princípio ativo o brivaracetam.
O medicamento pertence à classe dos anticonvulsivantes e é destinado ao tratamento da epilepsia, de acordo com suas indicações aprovadas.
A Cosmed, por sua vez, recebeu registro para uma versão genérica de liberação prolongada do cloridrato de metilfenidato, princípio ativo que atua no sistema nervoso central.
Valsartana e trazodona completam autorizações
A Legrand Pharma também foi contemplada com registros para medicamentos genéricos à base de valsartana e cloridrato de trazodona.
A valsartana é utilizada principalmente no controle da hipertensão arterial e no tratamento da insuficiência cardíaca. Em situações específicas, também pode fazer parte do tratamento de pacientes que sofreram infarto.
Já a trazodona é um antidepressivo que atua sobre sistemas de neurotransmissores no cérebro e possui indicações clínicas próprias.
Registro não significa indicação para todos os pacientes
A autorização da Anvisa permite o registro e a comercialização dos medicamentos dentro das condições estabelecidas para cada produto. Isso não significa, porém, que os diferentes medicamentos possam ser utilizados para as mesmas finalidades ou de forma intercambiável sem avaliação profissional.
Cada produto possui concentrações, doses, contraindicações, advertências e indicações específicas. Por isso, a escolha e o uso devem seguir orientação médica ou de outro profissional de saúde habilitado.
A decisão publicada nesta segunda-feira reúne diferentes autorizações e reforça a ampliação do número de opções farmacêuticas registradas para o mercado brasileiro, incluindo medicamentos genéricos, similares e produtos destinados a diferentes áreas terapêuticas.
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