O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, estariam a caminho dos Estados Unidos a bordo de um navio com destino a Nova York. Segundo Trump, o casal teria sido retirado do território venezuelano de helicóptero antes de ser transferido para a embarcação.
Até o momento, não houve confirmação oficial do governo venezuelano sobre a suposta saída de Maduro do país. A declaração ocorre em meio a uma escalada de tensão entre Washington e Caracas, após ataques militares norte-americanos contra a capital venezuelana e outros estados do país.
Autoridades venezuelanas classificaram as ações dos Estados Unidos como uma grave agressão à soberania nacional e afirmaram que o objetivo seria forçar uma mudança de regime. O governo de Caracas sustenta que seguirá resistindo a pressões externas e denunciando o que considera violações do direito internacional.

Rússia entra em cena e defende solução diplomática
Em meio à crise, a Rússia manifestou solidariedade à Venezuela e defendeu a busca por uma solução política para evitar o agravamento do conflito. O posicionamento foi reafirmado neste sábado durante uma conversa telefônica entre o chanceler russo, Sergei Lavrov, e a vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez.
De acordo com informações divulgadas por autoridades venezuelanas, Lavrov expressou apoio ao povo venezuelano diante do que classificou como agressão armada e reiterou o compromisso de Moscou em respaldar Caracas no cenário internacional. O chanceler russo destacou que a Rússia continuará apoiando a Venezuela na defesa de seus interesses nacionais e de sua soberania.
Durante o contato, Lavrov e Delcy Rodríguez ressaltaram a importância de evitar uma escalada do conflito e alertaram para os riscos de instabilidade regional. Ambos concordaram que a crise deve ser enfrentada por meio do diálogo e de soluções políticas, em conformidade com o direito internacional.
A manifestação de apoio da Rússia ocorre em um contexto de forte tensão geopolítica, com reações diplomáticas e posicionamentos de governos da América Latina, Europa e organismos multilaterais. O governo venezuelano tem buscado respaldo de aliados estratégicos para denunciar as ações dos Estados Unidos, enquanto países como Rússia e China defendem a contenção do conflito e o fortalecimento de canais diplomáticos como alternativa ao uso da força.
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